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Dia Mundial da População

Por: Mafalda Galveia

Dia marcado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1989, faz referência ao dia em que a população mundial atingiu os 5 mil milhões de pessoas, dois anos antes desta celebração. Atualmente, a população mundial ronda os 7,6 mil milhões de pessoas, distribuídos por 197 países. No século passado, o ritmo de crescimento era inferior, o que leva a ONU a pensar que a população mundial pode atingir os 10 mil milhões de pessoas em 2055.

Como explicar este rápido crescimento da população mundial? De maneira geral, o crescimento populacional manteve-se sempre baixo – parte da população morria em idades precoces devido às epidemias, às doenças, à fome e às guerras. No século XIX e primeiras décadas do século XX, o crescimento populacional intensificou-se devido ao declínio da mortalidade e manutenção da natalidade em patamares elevados. Esta alteração evidenciou-se nos países que sofreram revolução industrial: melhoraram-se as condições higiénicas e sanitárias, ampliou-se a rede de esgotos e água tratada, pavimentaram-se ruas e avenidas e houve expansão e melhoria dos serviços de saúde.

Dia 11 de julho é um marco importante que nos leva a refletir sobre a importância das questões populacionais: o tamanho do nosso planeta é o mesmo, mas o rápido crescimento da população está a tornar os recursos cada vez mais escassos. O objetivo deste dia é alertar para as questões do planeamento e desenvolvimento populacional – muita gente não tem acesso a cuidados de saúde. Outro problema é a escassez de alimentos: há uma distribuição desequilibrada (abundância nos países desenvolvidos e escassez nos que estão em desenvolvimento). A poluição, as epidemias e o uso de contracetivos são outros temas relacionados e abordados pela ONU nesta data.

O avanço na educação e o facto das mulheres terem sido incluídas na mesma levou à queda dos nascimentos, principalmente nos países em desenvolvimento. A presença cada vez mais maciça da tecnologia da informação e as mudanças culturais ligadas à urbanização e modernização podem vir a alterar o ritmo da explosão populacional global. Praticamente todos os países desenvolvidos já estão abaixo do nível necessário para repor a população a longo prazo e os países em desenvolvimento estão a ir pelo mesmo caminho com estes avanços na sociedade.

pizza

Dia Mundial da Pizza

Por: Simaura Faria

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Pizza, a Pharmacevtica traz-te um conjunto de alternativas saudáveis à tradicional pizza. Para todas as alturas em que tudo o que apetece é uma saborosa fatia de pizza, lê as nossas ideias e desafiamos-te a pô-las em prática e partilhar com o resto do mundo!

Primeiro Passo

A Base: Alternativas

Base de Couve Flor

Ingredientes:

  • 1 couve-flor;
  • 1 dente de alho;
  • 2 colheres (sopa) de queijo parmesão;
  • 1 ovo inteiro batido;
  • Sal e orégãos a gosto.

Modo de Preparação:

  • Triture a couve-flor e transfira esta massa para um pano, de modo a retirar o excesso de água;
  • Transfira a massa para uma taça; 
  • Junte o alho, sal, orégãos, o queijo parmesão e o ovo e misture bem;
  • Molde a massa para uma forma de pizza e leve ao forno por 20 minutos.

Base de Courgette

Ingredientes:

  • ½ taça de farinha de amêndoa (um pouco de excesso para polvilhar);
  • 2 courgettes médias; 
  • 2 ovos grandes;
  • 1 colher de chá de orégãos secos;
  • ½ colher de chá de alho em pó;
  • Sal e pimenta a gosto.

Modo de preparação:

  • Laminar as courgettes para uma toalha limpa, para podermos remover o excesso de água. Passa a courgette laminada para uma taça;
  • Bater os 2 ovos e adicioná-los à taça, juntamente com a farinha de amêndoa, orégãos, alho em pó, sal e pimenta a gosto. Mexer bem até ter uma textura de massa;
  • Se a massa estiver muito húmida, adicionar uma ou duas colheres de sopa de farinha de amêndoa;
  • Transferir a massa para uma forma de pizza e levar ao forno. 

Base de Grão

Ingredientes:

  • 1 lata grande de grão de bico cozido;
  • ⅓ de caneca (80ml) de farinha de aveia (+excesso para acertar textura);
  • ⅓ de caneca (80ml) de farinha de espelta;
  • 12 colheres de sopa de iogurte grego natural light ou queijo fresco batido (queijo quark);
  • 80ml de azeite;
  • 1 colher de chá de sal.

Modo de preparação:

  • Escorrer o grão e triturar até obter um puré grosso;
  • Acrescentar os restantes ingredientes e triturar novamente;
  • Passar para uma taça e acertar a textura da massa com o excesso de farinha de aveia;
  • Espalhar na forma de pizza e levar ao forno.

Segundo Passo

O Molho

Molho caseiro é sempre a melhor opção, de modo a evitar alimentos processados e conservantes.

 

O Molho

Ingredientes:

  • 1kg de tomates frescos;
  • Manjericão fresco;
  • 12 colheres de sopa de azeite;
  • 5 dentes de alho;
  • sal.

Modo de preparação:

  • Os tomates devem ser cortados em 4 e descascados; 
  • Colocar numa panela e levar ao lume apenas durante 15 minutos, tampar a panela e mexer de vez em quando;
  • Noutra panela, colocar o azeite e adicionar os dentes de alho descascados e cortados verticalmente; 
  • Adicionar o manjericão;
  • Retirar toda a polpa de tomate da panela inicial, passar para a segunda panela, colocar o sal e cozinhar por duas horas sem tampar a panela.

Terceiro Passo

Toppings

Pizza de Pesto de Couve

Ingredientes:

  • Pesto:
    • 3 taças de couve;
    • 60gr de nozes de pecan ou nozes;
    • 2 colheres de sumo de limão; 
    • 2 ou 3 dentes de alho; 
    • Sal
    • Pimenta
    • Azeite
  • 2 taças de mozzarella;
  • 1 taça de couve;
  • Azeite.

Modo de preparação:

  • Fazer o molho Pesto: adicionar todos os ingredientes exceto o azeite, colocar num liquidificador e ir adicionando o azeite. Temperar com sal, pimenta e sumo de limão a gosto. 
  • Usar o pesto como molho base; 
  • Espalhar o queijo; 
  • Cortar a couve em pequenos pedaços, misturar com azeite e sal e espalhar esta mistura na pizza; 
  • Levar ao forno. 

Pizza de Salada de Verão

Ingredientes: 

  • Molho de tomate;
  • 1 tomate pequeno cortado em rodelas; 
  • Queijo ricotta ou mozzarella
  • 1 taça de alface Radicchio; 
  • 1 taça rúcula; 
  • 2 colheres de sopa de sumo de limão ou vinagre balsâmico; 
  • Folhas de manjericão; 
  • Grãos de pimenta cor-de-rosa.

Modo de preparação: 

  • Colocar o molho de tomate na base; 
  • Adicionar o tomate e o queijo e levar ao forno durante 5 a 10 minutos;
  • Misture todas as verduras e adicione o sumo de limão ou vinagre balsâmico, misturando bem com as mãos. Temperar com sal; 
  • Adicionar esta salada à pizza; 
  • Colocar as folhas de manjericão e os grãos de pimenta e apreciar!

Quarto Passo

A Sobremesa: Pizza de Fruta

A Base

Ingredientes: 

  • 100gr de farinha de trigo; 
  • 75gr de flocos de aveia;
  • ½ colher de sopa de canela em pó;
  • 1 colher de sopa de fermento em pó; 
  • 1 ovo;
  • 60gr de açúcar mascavado;
  • 70ml de óleo vegetal.

Modo de preparação:

  • Numa taça misturar a farinha, os flocos de aveia, canela e fermento;
  • Noutra taça mais pequena bater o ovo, adicionar o açúcar mascavado e o óleo; 
  • Juntar a mistura húmida à seca e misturar bem, até estarem incorporados;
  • Moldar e levar ao forno por 10 minutos.

Topping

Ingredientes: 

  • 200gr de iogurte grego natural; 
  • 85gr de creme de queijo light; 
  • 2 colheres de sopa de adoçante à escolha (mel, xarope de ácer)
  • 1 kiwi;
  • 1 pêssego; 
  • ½ banana;
  • Mirtilos;
  • Morangos;
  • Framboesas.

Modo de preparação:

  • Misturar o iogurte, o creme de queijo e o adoçante numa taça;
  • Espalhar esta mistura sobre a base e decorar com a fruta cortada em pedaços.
vitiligo

Por Trás da Doença: Vitiligo

Por: Diana Lopes

O Vitiligo é uma doença crónica caracterizada pela despigmentação da pele, localizada ou difusa. As manchas brancas, bem delimitadas e com tendência para a simetria, são causadas pela falta total ou parcial de células responsáveis pela produção de melanina, os melanócitos. Uma alteração funcional nestas células faz com que haja uma perda progressiva da capacidade de síntese da melanina. 

As causas desta alteração ainda não são bem conhecidas, sabendo-se apenas que num terço dos casos se observa uma incidência familiar e que a doença se encontra regularmente associada a doenças autoimunes nomeadamente da tiróide, artrite reumatóide e diabetes. 

Para celebrar o Dia Mundial do Vitiligo, trazemos-te o testemunho do Tomás Ramalho, a quem agradecemos a coragem de fazer esta partilha connosco.

 

Testemunho: Tomás Ramalho

Olá, o meu nome é Tomás Ramalho, tenho 20 anos e desde a adolescência que vivo com Vitiligo.

Tudo começou quando tinha 13 anos e reparei que tinha umas manchas brancas ao redor dos meus lábios. Decidi ir a um dermatologista para saber o que era. Para minha surpresa, acabou por ser algo mais complicado do que esperava.

Após a consulta, foi-me difícil processar que tinha uma doença autoimune porque fui avisado de que a propensão da doença é espalhar-se para todo o corpo e que não existia nenhuma medicação que tratasse a doença por completo, apenas algumas pomadas que atenuavam o seu progresso. 

Felizmente, a pomada que me foi receitada teve efeito nas manchas à volta dos lábios, não as deixando alastrar. Algum tempo depois, começaram a aparecer na palma das mãos e dos pés, na ponta dos dedos e nos joelhos, obrigando-me a ter mais cuidado com a exposição solar, pois as zonas com manchas estão muito mais vulneráveis à radiação proveniente do sol, podendo levar ao aparecimento de outras doenças como o cancro da pele.

A nível psicológico, após o choque inicial, penso que não foi muito complicado ver-me com esta doença porque, felizmente, não evoluiu em grande escala, o que me levou a pensar nisto como algo característico em vez de algo que me fizesse sentir excluído.

Para concluir, espero que o meu testemunho tenha sido elucidativo e que, no futuro, apareçam novos tratamentos que tentem não só impedir o alastramento da doença, como também curá-la.

Pânico vs Produ

Pânico e Produtividade

Por: Simaura Faria

 

Pânico (adjetivo): que assusta sem motivo; que provoca um comportamento irracional em face do medo.

No dia 18 de junho, celebrou-se o Dia Internacional do Pânico. O objetivo deste dia é consciencializar e preparar as pessoas de modo a saberem como reagir ao pânico nos momentos mais difíceis que surgem na nossa vida.

Nestas alturas existem algumas coisas que deves fazer:

1. Não lutes contra o que estás a sentir;
2. Relaxa;
3. Desafia o teu medo;
4. Dá um tempo a ti mesmo.

Mais do que tratar estes momentos, é preciso saber evitá-los. O mais importante é nunca te esqueceres de tratar de ti! Tira tempo para fazeres o que mais gostas, seja ler ou passear, por muito ocupado(a) que estejas!

Outra maneira de evitar o pânico é cumprires com as tuas tarefas e objetivos, evitando adiar tarefas e fazer coisas à última hora! Por isto, e no âmbito do Dia Mundial da Produtividade, celebrado hoje dia 20 de junho, trazemos-te algumas dicas do que deves e não deves fazer para seres o mais produtivo possível! Aproveita!

 

  • ph
  • Acordar 30 minutos antes do suposto;
  • Fazer ciclos de 25 min com 5min de intervalo entre cada um;
  • Fazer as 3 tarefas mais urgentes no início;
  • Desligar as notificações não importantes;
  • Tarefas que dependam de outras pessoas? Delegar e anotar;
  • Terminar sempre a tarefa que se inicia;
  • Fazer exercício: 30min diários e a cada 20min sentado, 1min de um exercício leve;
  • Gastar 15min no início para planear o dia;
  • Manter o espaço de trabalho arrumado.
  • ph 2
  • Ser perfecionista;
  • Tentar fazer várias coisas ao mesmo tempo;
  • Ficar sentado todo o dia;
  • Não dormir as horas suficientes;
  • Aceitar tarefas que não se pode cumprir em tempo útil;
  • Comprometer com objetivos irrealistas;
  • Passar um dia inteiro sem beber água;
  • Gastar tempo com tarefas que estão dependentes de outras coisas/pessoas;
  • Não adiar as tarefas mais aborrecidas.
KIT SUSTENTÁVEL ph

Kit Sustentável: Ecoideias para a Tua “To Do List” !

Por: Mafalda Galveia

Hoje, dia 5 de Junho, comemora-se o Dia Mundial do Ambiente. Esta escolha foi feita porque marca o dia em que teve início a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente em 1972, em Estocolmo, na Suécia, e tem como principal objetivo  consciencializar a população sobre a importância da proteção e preservação do ambiente.

Os avisos são muitos, as precauções nunca são suficientes. Estes eventos visam assim apresentar novas formas e métodos para preservarmos o futuro da nossa Humanidade, seja por ações individuais, que começam em casa, como por ações coletivas. A Pharmacevtica traz-te algumas dicas essenciais para que possas contribuir com a tua parte!

– Separação do lixo em casa- 

Muitas pessoas estão demasiado habituadas à “lei do menor esforço” e não o fazem. Ao não separarmos as embalagens, há desaproveitamento dos materiais que as constituem. O volume que ocupam no aterro aumenta significativamente, e se forem eliminadas por incineração, aumenta-se a produção de poluentes atmosféricos. Quem sai prejudicado no final de tudo somos nós, não só a nível ambiental como monetário: as taxas municipais de resíduos aumentam na fatura da água, que se destina a pagar o tratamento dos resíduos que não são encaminhados para a reciclagem.

– Alternativas ao que é feito com plástico – 

Dispensar o gel de banho e trocá-lo por sabão ou sabonete, usar cotonetes e escovas de dentes de bambu e procurar detergentes líquidos em embalagens já recicladas, juntamente com recargas para voltar a encher a mesma embalagem. Também existe papel higiénico já em embalagens recicladas. Ao irmos às compras, optar pelos sacos de tecido reutilizáveis e levar o café matinal em termos ou copos reutilizáveis. Optar pelo alumínio em vez da película aderente para a comida e dizer não aos talheres de plástico e às palhinhas!

– Alimentação sustentável – 

Muitas vezes gastamos muito mais do que precisamos: o desperdício de alimentos é dos principais problemas ambientais atualmente. Comprar e comer apenas o necessário! Sempre que possível, frequentar feiras, entender a sazonalidade dos alimentos e fortalecer os produtores que disponibilizam comida de melhor qualidade e preços acessíveis. Caso não seja possível, tentar fazer melhores escolhas no supermercado. Evitar os desperdícios em casa e, se possível, plantar algumas coisas que são sempre necessárias para os cozinhados, como por exemplo os temperos!

– Economizar água – 

Nos dias quentes, regar as plantas pela manhã ou à noite, para tentar reduzir a perda de água por evaporação (cerca de 48 garrafas de 2 litros/mês é a poupança). Ao lavar a loiça, limpar os restos de comida dos pratos e panelas. Molhar tudo uma vez e fechar a torneira. Voltar a abrir só para tirar o sabão no fim (o consumo tem um decréscimo de 117 litros para 20)! Não deitar o óleo pelo ralo do lava-loiças! Além de entupir, quando é descartado de forma errada polui 25 mil litros de água. Encaminhar o óleo para a reciclagem pode fazer com que seja transformado em sabão! Ao escovar os dentes, fechar a torneira enquanto não for para bochechar. 5 minutos de lavagem com a água sempre a correr gasta 12 litros de água: com a torneira fechada, podemos poupar até metade!

 

 

Dia Mundial Sem Tabaco

Dia Mundial sem Tabaco

Por: Rita Ferreira da Cunha

Frases como “Fumar mata” e “Fumar prejudica a sua saúde e a dos que o rodeiam” aliadas a imagens de pessoas doentes e incapacitadas fazem parte do dia-a-dia de um fumador em Portugal, mas nem por isso impedem a continuação do consumo.  Estima-se que no ano de 2016, o tabaco tenha sido responsável pela morte de 2100 pessoas, por doenças cérebro-vasculares e que globalmente mate cerca de 7 milhões de pessoas por ano, das quais 900.000 são fumadoras passivas.

O hábito de fumar está enraizado na nossa sociedade há várias décadas, e é desde sempre um hábito perigoso: há 50 anos porque poderia eventualmente tornar-se num vício, hoje porque é sem dúvida, um vício fatal, não só para quem fuma, mas também para quem é exposto passivamente ao fumo do tabaco.  Hoje sabemos que o tabagismo é responsável por 80% dos casos de bronquite crónica e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), que as doenças cardiovasculares são 2 a 4 vezes mais frequentes em indivíduos fumadores e que o tabaco é a segunda maior causa de doença cardiovascular, depois da hipertensão arterial.

Se por um lado, as vendas de cigarros tendem a diminuir nos últimos anos, aumentou o consumo de produtos de tabaco aquecido (PTA), conhecidos como uma alternativa viável para fumadores por ser menos nociva do que o cigarro clássico. No entanto, não existe consenso neste aspeto, dado que foram encontradas em PTA, substâncias tóxicas que provocam os mesmos danos que os cigarros, além de que o uso de PTA pode desencorajar os doentes a deixar de fumar.

Além de prejudicar a saúde individual dos seus consumidores, fumar prejudica também gravemente o ambiente. Cada cigarro contém cerca de 7 mil substâncias tóxicas que ao serem lançadas ao chão na forma de uma beata, contaminam a atmosfera, os solos, os mares e os rios. Todos os dias são lançados ao solo milhares de cigarros que são equiparados à pegada ecológica de países inteiros, e que comprometem a nossa saúde e a das gerações futuras.

Por todas estas razões assinala-se, todos os anos, no dia 31 de maio, o Dia Mundial sem Tabaco, este ano focado no tema: “O tabaco e a saúde dos pulmões”. Para garantir mais saúde para todos, e o futuro das próximas gerações, não esqueçamos nem este dia, nem a epidemia fatal do tabaco.  

Melanoma

Por Trás da Doença: Melanoma

Por: Ricardo Lopes

No seu estado normal, as células da pele crescem e dividem-se em novas à medida que vão sendo necessárias. Quando as mesmas envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Contudo,  defeitos nos mecanismos responsáveis pelo controlo do crescimento das células podem promover alterações no seu genoma (DNA), tornando-se células cancerígenas que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e que produzem novas células não necessárias de forma descontrolada.

O Melanoma é então composto por melanócitos malignos. São tumores frequentemente castanhos ou pretos porque as células ainda produzem melanina. Este é o tipo de cancro de pele mais perigoso, por apresentar maior capacidade de metastização, espalhando-se com facilidade pelas veias sanguíneas e linfáticas presentes na derme a outras partes do corpo. É esta a razão principal pela qual é tão importante detetar o melanoma antes de o mesmo afetar a derme!

De modo a dar a conhecer esta patologia, a Pharmacevtica traz-te o testemunho do senhor Luís Garção, a quem agradecemos muito por toda a disponibilidade e dedicação colocada neste texto!

Testemunho: Luís Garção

Numa primeira fase era apenas uma questão estética e tinha como objetivo retirar todos os sinais salientes que tinha no corpo. Devido ao facto de ter amizade com a médica de cirurgia, solicitei que ela me retirasse a maioria dos sinais. Aparentemente não havia sinais anómalos.

Após várias insistências minhas, acabei por retirar 16 sinais, os quais foram enviados para análise, um procedimento normal nestas situações. Como não tinha sintomas, após retirar os sinais, foi um tema que acabei por nunca mais me lembrar.

Fui contactado pelo hospital, após algum tempo que não consigo precisar, para me dirigir o mais urgentemente possível ao serviço. Fui informado que os resultados já tinham chegado ao hospital e que um dos sinais tinha dado positivo como melanoma Clark III. O próprio serviço já tinha marcado um TAC para ser realizado de imediato e verificar se existiam ramificações.

A notícia foi recebida como um choque! A minha primeira reação foi questionar se eu iria morrer daquilo, qual o tratamento indicado para fazer e estatisticamente a probabilidade de sobreviver ao processo.

Após o TAC soube que não existiam ramificações e que era uma notícia muito boa. Fui reencaminhado para as consultas de urgência do IPO de Lisboa logo na semana seguinte. Nessa consulta, designada como consulta de grupo, estavam presentes 7 médicos de dermatologia. Despi-me e com um marcador foram assinalando os sinais que seriam para retirar. Fui informado que existia a necessidade emergente de fazer uma cirurgia de margem de segurança no sinal maligno que tinha sido extraído. Essa margem de segurança seria posteriormente analisada e, caso não se encontrasse células cancerígenas, em princípio não seria necessário fazer tratamento de quimioterapia.

Após algumas semanas o resultado foi negativo. Apenas tinha de ser vigiado, e durante um ano consecutivo tive de fazer consultas regulares (mensais) no IPO de Coimbra. Foi-me totalmente proibido apanhar sol durante esse ano.

Passado esse ano, passei a ter consultas semestrais. Podia já frequentar a praia, mas apenas nas horas menos críticas – 8:00 às 10:00 e depois a partir das 17:00. Utilizar sempre protetor solar (mínimo 60) e usar sempre uma t-shirt enquanto estivesse na praia. Podia ir ao banho, mas tinha de me secar sempre após o mesmo, colocar novamente protetor solar e manter-me o máximo de tempo debaixo do guarda sol.

Fui informado, durante as consultas, que o cancro de pele (melanoma) é um dos cancros mais mortífero.

Lembro-me na primeira consulta que a médica dermatologista do IPO me disse que tinha tido muita sorte pois tinha sido retirado num estágio muito prematuro. Que os sintomas poderiam nunca aparecer e que, devido ao facto de ser um Clark III de crescimento vertical, quando começasse a ter sintomas podia ser já tarde a sua reversão.

Considero-me uma pessoa com sorte.

O conselho que posso transmitir é que tenham muito cuidado com o sol que se apanha, utilizar sempre protetor solar e não estar na praia nas horas mais perigosas, denominadas a “hora do cancro”!

Lúpus (1)

Por Trás da Doença: Lúpus

Por: Ricardo Lopes

 

O Lúpus é uma doença autoimune, em que o sistema imunitário, que tem como função proteger o nosso organismo contra agentes invasores, sofre uma desregulação e ataca-se a si mesmo, provocando inflamação e alteração do sistema afetado.

Esta doença pode afetar muitos órgãos e sistemas diferentes, existindo formas muito diversas da patologia: lúpus sistémico e lúpus discóide. A primeira caracteriza-se por ser uma doença mais generalizada, que pode afetar qualquer órgão ou sistema do corpo. A segunda é uma forma de lúpus limitada à pele que pode, por vezes, evoluir para lúpus sistémico.

De forma a transmitir a experiência de alguém que sofre desta patologia, a Pharmacevtica apresenta-te o testemunho da Margarida Melo, a quem agradecemos muito por este ato de grande coragem e partilha!

 

Testemunho: Margarida Melo

Olá, sou a Margarida Melo, tenho 19 anos e aos 11, foi-me diagnosticado lúpus eritematoso sistémico.

Inicialmente, comecei por ter dores e inchaços nas articulações, principalmente tornozelos, joelhos e pulsos. Apareciam também, com muita facilidade, nódoas negras espalhadas pelas pernas. Todos estes sintomas foram persistindo e, tendo em conta que a minha mãe e avó materna possuem artrite reumatoide, fui imediatamente a uma consulta de reumatologia, onde fui observada e me prescreveram análises específicas. Após o resultado, o médico informou-me que se confirmava o diagnóstico que ele suspeitava, lúpus.

Numa primeira fase, foi complicado aceitar este problema, também provavelmente por ter sido difícil controlar e ajustar a medicação, tendo sempre um mal-estar constante, febre e dores persistentes. Dado este descontrolo, acabei por ter mesmo um “flash” da doença, o qual afetou o coração, estômago e rins, ficando internada no Hospital Pediátrico de Coimbra cerca de um mês. Durante este processo, os médicos conseguiram, finalmente, adequar a dose e medicação corretas.

Desde aí, sou acompanhada regularmente em Coimbra, onde faço sempre análises para acompanhar o desenvolvimento da doença, e assim, prevenir que não ocorram reincidências.

Atualmente, tomo medicação diária, ao pequeno-almoço, almoço e jantar. No entanto, os médicos estão a tentar reduzi-la gradualmente, até ao limite mínimo que o meu organismo permitir.

Esta doença requer cuidados redobrados, nomeadamente no que diz respeito à exposição solar e uma alimentação equilibrada. Em situações de qualquer tipo de infeção, é necessário tentar tratá-la o mais rápido possível para não deixar agravar os sintomas que depois serão mais difíceis de combater.

O lúpus, embora seja uma patologia crónica, permite uma vida praticamente normal. No meu caso, e neste momento em que a situação está estável, até me esqueço que o tenho, o que acaba por ser bom. Não vale a pena revoltarmo-nos contra a doença, temos é de aprender a saber lidar com ela.

Por fim, relativamente ao futuro e ao desenvolvimento do lúpus, confio que permanecerá “adormecido” por mais uns tempinhos, mas também acredito que os progressos na saúde e a evolução da ciência, irão garantir-me a melhor qualidade de vida possível.

Eutanásia

Eutanásia: Um Tema Fraturante da Sociedade

Por: Nídia Matias 

          A palavra “eutanásia” tem origem no grego, significando “boa morte” e, segundo o portal eletrónico dos dicionários da Porto Editora, consiste “na intervenção feita por alguém em favor da vontade expressa de um indivíduo afetado por doença dolorosa sem perspetiva de cura, com vista à antecipação da sua morte, da forma menos dolorosa possível”.

       Em Portugal, a despenalização da eutanásia parece ter vindo a tornar-se uma questão fraturante. A polémica relativamente a este tema tem aumentado, já que parecem ser postos em causa valores que até há pouco tempo eram considerados irrefutáveis. Se por um lado se faz sentir “a pressão” da legalização da eutanásia em alguns países europeus como a Holanda ou a Bélgica bem como as mudanças de mentalidade e liberalização de pensamento, por outro, este tema ainda não é consensual no nosso país, sendo alvo de debate. De facto, a discussão deste assunto parece até ter vindo a ser amplificada, em grande parte associada à apresentação dos projetos de diferentes partidos, no Parlamento, relativos à morte medicamente assistida.

       Dos principais movimentos em Portugal relativos à eutanásia, destacam-se os seguintes: “Direito a Morrer com Dignidade” e “STOP Eutanásia”. O primeiro manifesto expressa que “o direito à vida faz parte do património ético da civilização humana e, como tal, está consagrado nas leis da República Portuguesa”, pelo que “o direito a morrer em paz e de acordo com os critérios de dignidade que cada um construiu ao longo da sua vida, também tem de o ser”. Para além disto, indica ainda que a eutanásia tem de ser “efetuada por médico ou sob a sua orientação e supervisão”. Aqui temos um dos principais conflitos com o “STOP Eutanásia”, dado que, o médico, “ao oferecer a morte” está a ir contra o seu código deontológico. Este movimento entende ainda que “garantir a dignidade de uma pessoa, oferecendo-lhe a morte, é uma derrota da humanidade”. Assim, defende a prestação dos cuidados paliativos, como alternativa à eutanásia, considerando que “os cuidados paliativos são tratamentos, previnem e aliviam os sofrimentos enquanto que, a eutanásia, visa acelerar a morte intencionalmente e nunca será um tratamento”.

       É evidente que a emissão de pareceres e opiniões sobre esta matéria, com o devido fundamento, é altamente relevante. Apesar da aprovação da eutanásia ter de passar pelo crivo da Assembleia da República e por fim ser ratificada pelo Presidente da República, é importante que cada um de nós reflita sobre este assunto, construindo a sua opinião como indivíduo integrante de uma sociedade democrática. No entanto, esse juízo deverá ser efetuado com clareza, de forma consciente e assente em argumentos válidos.

       No meu ponto de vista, a eutanásia deveria ser despenalizada. Sou a favor da legalização da morte assistida, perante parâmetros restritos que permitam evitar a banalização desta prática. Sabemos que a autonomia do doente deve ser respeitada bem como a sua vontade. Se os médicos já o fazem, ao aceitar a recusa de certos doentes relativamente à administração de sangue e hemoderivados por que motivo não aceitam o pedido da eutanásia? Note-se que a recusa deste tratamento que refiro acima poderá culminar na morte do doente, pela inexistência de terapêuticas alternativas. Estamos perante uma diferença de atitudes relativamente a ações que acabam por levar a um mesmo resultado. Por outro lado, se é função do médico acompanhar o doente, a recusa do pedido de morte assistida não se traduz no abandono do doente? Claro que temos à disposição cuidados paliativos e que estes serão fornecidos caso seja essa a vontade do doente. Mas a realidade é que este tipo de cuidados não resolve por completo o sofrimento nem a degradação física e psicológica dos enfermos.

       É verdade que temos direito à vida. Mas teremos obrigação de a viver de uma forma que consideramos não ser digna? Relembro que vivemos numa sociedade democrática. Por que não se pode ter o direito a morrer?

       Em suma, creio que, à semelhança de outros países, deveríamos acompanhar a evolução da mentalidade e da consciência que caracteriza o século XXI e progredir no sentido de criar condições que permitam a despenalização e regulamentação da eutanásia. Contudo, é importante realçar que a morte assistida não tem como propósito tornar-se obrigatória. Tem sim o intuito de dar o direito de opção ao doente que pretende colocar um fim ao seu sofrimento, de forma digna e legítima.

Volta ao Mundo no Dia da Páscoa

Volta ao Mundo no Dia da Páscoa

Por: Mafalda Galveia e Diana Lopes

Celebrações da Páscoa: Em Portugal, as tradições da Páscoa são evidentes por todo o país. Os ovos, os coelhos de Páscoa, os folares, o pão e o vinho já são habituais. À mesa estão amêndoas, os doces, os licores e o cabrito ou o borrego. As pessoas aproveitam para ir visitar as famílias que estão longe. Apesar de a Páscoa ser celebrada em todo o mundo e existirem tradições em comum, cada país, cultura e povo tem a sua própria forma de a viver.

Alemanha FinalissimoAústria Finalissimo (1)Suiça FinalissimoBulgária FinalissimoEUA FinalissimoSuécia FinalissimoFinlandia FinalissimoBélgica FinalissimoFrança Finalissimoaustralia FinalissimoIndia Finalissimo
inglaterra finalissimo
China Finalissimopolonia Finalissimoetiópia Finalissimo (1)escocia Finalissimolituania FinalissimoitaliaFinalissimoroménia Finalissimogrécia Finalissimoetiópia Finalissimolibano Finalissimo (1)