Let’s Talk About Numbers: Contraceção

Por: Carolina Mendes, Vencedora do Concurso de Textos

Os métodos contracetivos são tudo aquilo que auxilia a reduzir a possibilidade de engravidar após uma relação sexual. Estes produtos representam uma grande porção da indústria farmacêutica, e uma parte essencial de todas as nossas vidas em algum ponto. 

Estudos recentes realizados pela OMS mostram que:

 

40%

Mais de 40% das mulheres, por todo o mundo, não podem decidir sozinhas sobre a sua atividade sexual com os seus parceiros ou sobre o uso de métodos contracetivos.

 

57%

Apenas 57% das mulheres casadas ou que estão num relacionamento podem tomar as suas próprias decisões nestas áreas.

 

81% vs 7%

A autonomia reprodutiva é maior na Ucrânia e nas Filipinas, onde 81% das mulheres têm informação e meios para tal, e menor no Mali, Níger e Senegal, com apenas 7%.

 

Portugal é o segundo país no mundo com maior cobertura contracetiva!

 

65%; 14%; 7%

Em Portugal, 65% das mulheres utilizam a pílula, 14% preservativos, 7% o dispositivo intrauterino (DIU) e as restantes fizeram laqueação das trompas.

 

87%

Estudos demonstram que 87% das mulheres sexualmente ativas usam contracetivos. Apesar de a pílula ser o método mais utilizado, o seu uso tem caído de 62% para 58%.

 

65% a 80%

Nota-se um aumento do uso do DIU, do implante subcutâneo, do adesivo e do anel vaginal visto que 65% a 80% das mulheres esquecem-se de tomar pelo menos um comprimido por ciclo aumentando assim as probabilidades de uma gravidez indesejada. 

 

17%

A pílula do dia seguinte deve ser apenas tomada em caso de falha de outro método contracetivo ou quando não é usado qualquer outro, 17% das mulheres sexualmente ativas já a usaram, tendo em 53% casos sido aconselhada por um farmacêutico ou uma amiga. 

 

70%

Embora 70% das adolescentes em Portugal ter tido acesso a educação sexual, um estudo do ICS, deste ano, concluiu que cerca de 1/3 das mulheres portuguesas tiveram, pelo menos, uma gravidez indesejada e que mais de um 1/3 dos jovens sexualmente ativos não utiliza regularmente contraceção. 

 

Por isso compete a próxima geração de farmacêuticos alertar as pessoas para esta problemática enquanto instrumentos vitais de divulgação de saúde pública!